A divisão tecnológica causada pela pandemia Covid-19

Para a grande maioria de nós acessar o WhatsApp, fazer vídeo chamadas ou mesmo pedir nossa comida via aplicativo é algo trivial e muito prático de se fazer. Certamente, a tecnologia facilita nossa vida, torna mais ágil nossa rotina e, nesta época de pandemia, nos aproxima de amigos e familiares.

Porém, para uma parcela considerável de pessoas, estas facilidades tecnológicas podem se tornar fatores que levam ao isolamento e solidão. Isto mesmo, a tecnologia pode ser um meio de exclusão. Se pensarmos em nossos avós e até mesmo pais, que são de uma geração diferente, utilizar ferramentas deste tipo pode se tornar um desafio e tanto.

É verdade que muitos sêniores, indivíduos acima de 60 anos, já estão habituados com aplicativos e emojis, porém, cabe a cada um de nós agirmos como facilitadores na inclusão digital de pessoas que não têm a mesma habilidade com a tecnologia e estão sofrendo com esta barreira.

Se pensarmos que ao mesmo passo que os idosos são aqueles que mais correm riscos de complicações pelo Covid-19, conforme as pesquisas mostram, e que devem permanecer em seus lares para se manterem seguros, não podemos deixar de lado o fato de que eles precisam de maior assistência para executar suas atividades diárias, ou ainda fazer compras de alimentos e medicamentos, pagar contas, receber sua aposentadoria, dentre muitas outras atividades.

Ficando restritos à sua casa, muitas vezes morando sozinhos, sem poder ver os netos fisicamente, conversar com vizinhos, “bater perna” pelas ruas para se distrair, fazer atividades físicas, etc., esta parcela da população está se se deteriorando física e emocionalmente, sem contar com o grave fato de que muitos estão sem acompanhamento médico rotineiro, pois não conseguem realizar uma tele consulta, por exemplo.

Estamos vivendo uma fase que marcará nossa geração de maneira triste, porém, podemos impactar positivamente a vida de outras pessoas de diversas maneiras, e no caso dos sêniores, a inclusão tecnológica é apenas uma delas. Fato é que geralmente pensamos no uso de smartphones quando tratamos deste assunto, porém não deixemos de lado o uso funcional de Smart TVs, computadores e até mesmo funções, que até então eram “ocultas”, no micro-ondas, por desconhecimento de nossos amados familiares.

Convido a todos para sermos agentes de integração e acolhimento a este mundo digital, proporcionando meios para que nossos pais e avós não se sintam sozinhos e desamparados, pois apesar de longe fisicamente, eles podem ter a oportunidade de descobrir um novo horizonte de possibilidades, se sentindo cada vez mais vivos e felizes.

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